Thiago Kuin respondendo à pergunta: Tenho dificuldade em saber quanto cobrar: o que faço?

Como calcular custos e preço de um serviço de limpeza?

Separe os gastos fixos dos variáveis e observe quantos atendimentos vão dividir a estrutura mensal. Esse foi o começo da explicação de Thiago Kuin na live de 28 de maio de 2026. Ele usou valores hipotéticos para mostrar como o custo por serviço muda com o volume de trabalho e depois acrescentou um valor desejado de lucro.

Comece pelas duas listas de gastos

Thiago chamou de fixos os gastos que continuam existindo mesmo quando o profissional não sai para trabalhar. Entre seus exemplos estavam a remuneração do próprio prestador e a telefonia. Pediu que cada pessoa anotasse os valores do seu negócio.

Na segunda lista, colocou os gastos que acompanham a realização do serviço. Para um atendimento hipotético, usou R$ 30 de combustível e R$ 10 de produto, totalizando R$ 40. Também mencionou o pagamento de um ajudante como algo a observar quando existir.

Trecho da resposta de Thiago Kuin na live publicada em 28/05/2026.

O mesmo gasto mensal pode pesar de formas diferentes

Na simulação principal, Thiago passou a usar R$ 6 mil de gastos fixos no mês. Dividir esse total entre dez atendimentos resultaria em R$ 600 por serviço. Somando os R$ 40 variáveis do exemplo, chegou a R$ 640.

Depois, manteve os R$ 6 mil e imaginou vinte atendimentos. A parcela fixa caiu para R$ 300; com os mesmos R$ 40 variáveis por atendimento, o total ilustrativo ficou em R$ 340. O gasto variável continuou existindo a cada serviço, mesmo com a divisão da estrutura por mais clientes.

Thiago Kuin respondendo durante a live de 28/05/2026.
Imagem da live que deu origem a esta resposta.

O volume virou uma meta a examinar

Ao imaginar que o público não aceitaria o primeiro valor calculado, Thiago chamou atenção para a quantidade de atendimentos. A comparação mostrava por que olhar somente para o preço de uma limpeza deixa de fora o volume necessário para sustentar a estrutura.

Os vinte serviços eram uma hipótese da conta, sem demonstrar que aquela demanda existia ou cabia na agenda de qualquer prestador. No encerramento, a orientação foi rever o exemplo, refazer as contas e substituir os números pelos gastos reais da própria empresa.

A remuneração do prestador e o resultado da empresa ficaram separados

Thiago colocou a remuneração do profissional entre os gastos fixos e depois acrescentou R$ 60 ao total ilustrativo de R$ 340. Assim, chegou a um preço hipotético de R$ 400 e multiplicou o adicional por vinte serviços, obtendo R$ 1.200.

Ao mesmo tempo, mencionou impostos e taxas da maquininha, sem detalhar suas alíquotas nem descontá-los numericamente. Por isso, os R$ 1.200 mostram o adicional daquela simulação; não comprovam lucro líquido depois de todos os gastos. A conta não definiu R$ 400 como preço mínimo de mercado nem uma margem universal.

A explicação ofereceu um exercício inicial sobre estrutura, gasto por atendimento, volume e resultado pretendido. O passo proposto na live foi usar os próprios números e conferir o que ainda precisava entrar na conta.

Continue a leitura: A depreciação dos equipamentos entra no preço da limpeza?.

Referência: conteúdo completo no Instagram

Conteúdo baseado na resposta de Thiago Kuin (Thiagão do @mkt.delivery) na live publicada em 28/05/2026. Assista ao conteúdo completo no Instagram.

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